Ele venceu o regional de SP na let´s collect e um Battle Road e tem aparecido cada vez mais no cenário competitivo de pókemon tcg, ele é Edgar Shinigawa, e tenho imenso prazer em publicar essa entrevista exclusiva para o blog sidequestpokemon.
SIDE QUEST- Há quanto tempo você joga
Pokémon? E porque entre dezenas de card
games escolheu o Pokémon TCG?
Jogo Pokémon competitivamente
desde abril de 2012. Dos card que temos hoje, já joguei Magic e Yugioh. Eu
gosto bastante de Magic, jogava na faculdade, mas minha namorada nunca quis
aprender. Uma época a galera apareceu com card de Pokémon na faculdade. Aí ela
gostou. Também ficamos sabendo que a COPAG estava distribuindo o jogo e o mesmo
havia barateado bastante. Resolvemos comprar decks e alguns boosters e
começamos a brincar. Comecei a ler sobre o competitivo e resolvemos tentar
entrar nesse mundo.
SIDE QUEST- Para aqueles que não te
conhecem conte-nos um pouco sobre sua história no universo Pokémon?
Joguei Pokémon TCG em 2002~2003,
na época da Neo Genesis, em Sorocaba. O pessoal lá lotava a loja, eu deixava de
comer lanche na escola pra torrar em boosters e tal. Foi uma época legal.
Cheguei a jogar um “intercidades” que ocorreu em fevereiro de 2003, representando
Sorocaba. Perdi todas as partidas. Nessa época, o card game perdeu muita força,
os boosters ficaram muito caros e eu parei de jogar.
No final de 2011, comprei um deck
pra brincar com a galera da faculdade, mas somente em abril fui jogar
competitivamente. Meu primeiro torneio foi o States de São Paulo. Fiz 4-2 e
fiquei em 14º de uns 30 jogadores, aproximadamente. No Nationals 2012 eu fui
muito mal, fazendo 2-4 e sendo o pior 2-4 do torneio.
Na temporada 2012-2013 também não
fui bem no começo. Fiz 4º e 5º lugar nos Battle Roads, mas não joguei nenhum
regional por conta da grana curta pra viajar. Neste ano, joguei a maioria dos
torneios que teve na capital paulista, não fazendo top nos primeiros 3 torneios
do ano, mas chegando na final nos últimos 3, ganhando 2 deles. O último
(domingo dia 21 de abril), fui mal, fazendo 1-3 e dropando do mesmo.
SIDE QUEST- Qual seu deck favorito nesta
temporada BW-ON? E oque tem usado atualmente?
Keldeo/Blastoise, sem dúvida. O
deck me rendeu 2 títulos, muita premiação e Blastoise é da primeira geração.
Esse último final de semana,
joguei de Big Basics, mas é um deck que eu não treinei direito, cometi vários
erros que me custaram os jogos.
SIDE QUEST- Você tem alguma rotina para
jogar? Quanto tempo dedica ao Pokémon em sua vida?
Com a proximidade do Nacional,
estou tentando jogar no meio da semana. Mas às vezes não dá, chego tarde,
cansado do serviço e quero é dormir. Mas todos os dias eu dou uma olhada nos
principais sites e blogs de Pokémon TCG, tanto americanos quanto japoneses pra
ver o que anda rolando lá fora e vou pensando em umas idéias diferentes.
Também tenho uma planilha de
excel em casa onde eu monto minhas decklists. Praticamente todo dia eu mexo
nela, pensando onde eu poderia tirar carta pra abrir espaço pra outras.
SIDE QUEST- Ao que atribui seu sucesso
nessa temporada?
Acredito que o fato de eu ver os
blogs japoneses ajuda muito, pois às vezes eu acho idéias e combos que não
foram divulgados no ocidente. Além disso, Keldeo/Blastoise é um deck que eu
venho pensando desde julho de 2012 (lançamento deles no Japão) e venho treinado
desde o lançamento de Boundaries Crossed. O fator sorte não pode ser ignorado
jogo. Nos dois torneios que ganhei, tive vários momentos em que necessitava
comprar uma carta específica e ela vinha. Ou que o oponente não poderia comprar
energia e ele não comprava.
Mas acho que o principal é você
conhecer o próprio deck. Ir a um torneio bem treinado é fundamental.
SIDE QUEST- O que você acha sobre o estado
atual do metagame?
Horrível! Hypnotoxic Laser +
Virbank dificultou muito o uso de decks Stage 1 ou Stage 2. Assim o meta fica
basicamente composto por Darkrai, Landorus, Tornadus e Mewtwo e a sorte acaba
tendo um peso gigantesco nas partidas, principalmente se você dorme no laser e
não acorda...
SIDE QUEST- Você tem algum hobby além de
Pokémon?
Gosto de jogar games no PC,
principalmente DOTA2.
SIDE QUEST- Vários brasileiros vão jogar o
mundial por conta própria, você será um deles?
Até gostaria. Possuo os CPs
necessários pra jogar o mundial, mas o dinheiro a ser gasto nesse tipo de
viagem é muito alto. Cheguei a orçar na internet alguns hotéis e voôs, mas os
gastos passam dos R$4.000,00! Não da pra gastar essa grana toda pra ir jogar um
torneio de Pokémon.
Além disso, não tenho muita
vontade de conhecer o Canadá. Se o mundial fosse em algum lugar mais
interessante pra mim, como por exemplo, no Japão, certamente eu desembolsaria a
grana.
SIDE QUEST- O que acha do nível dos
jogadores brasileiros?
Não da pra comparar com os
estrangeiros, uma vez que nunca joguei fora do país. Acho que quanto à playerskill, temos pessoas com o mesmo
potencial que os estrangeiros. Muitos de nossos jogadores cometem pouco ou
nenhum erro durante suas partidas. Acredito que, com o devido preparo, temos
chance de ter um player chegando ao top8, senão nesse, no próximo mundial.
SIDE QUEST- Deixe uma mensagem para
nossos leitores e para os novos jogadores.
Fico feliz de ter sido convidado
a responder essa entrevista. Aos novos jogadores, diria pra começarem a
conversar e jogar com os mais experientes ao entrar no jogo competitivo. Sempre
há algo pra se aprender.
Para todos os outros leitores:
“G” (entendedores entenderão).
Obrigado Edgar, desejamos boa sorte a você no nacional.
Muito bom, continue assim!
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